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No que respeita à política ultramarina, quando sobe ao trono, em
1495, tinha-se dobrado já o Cabo da Boa Esperança e preparava-se
a viagem marítima que levaria os portugueses até à Índia.
D. Manuel deu continuidade a esses preparativos e em 1497 partia
de Lisboa a armada chefiada por Vasco da Gama que atingiu Calecut
em 1498. Estava consumada a descoberta do caminho marítimo para a
Índia.
Em 1500 manda D. Manuel uma outra armada à Índia, comandada por
Pedro Álvares Cabral, que, desviando a rota mais para sudoeste,
acaba por atingir as costas da Terra de Vera Cruz. Estava
descoberto o Brasil.
D. Manuel decide enviar todos os anos uma armada à Índia, não só
para consolidar o domínio português no Oriente como para ajudar
na luta contra os inimigos dos portugueses naquelas paragens.
Para poder impor a nossa presença, D. Francisco de Almeida foi
para a Índia como vice-rei, tentando manter o monopólio da
navegação e do comércio português na área. Sucede-lhe Afonso de
Albuquerque, que conquistou Goa, transformada então em capital do
Estado da Índia, e manda proceder à exploração de outras terras
daquelas paragens, chegando a Timor.
A nível cultural, D. Manuel procedeu à reforma dos Estudos
Gerais, criando novos planos de estudo e bolsas de estudo. É
nesta época que surge o estilo manuelino, com motivos inspirados
no mar e nas grandes viagens, em monumentos como o Mosteiro dos
Jerónimos e a Torre de Belém. é na sua corte ainda que surge Gil
Vicente.
D. Manuel vem a falecer em 1521, estando sepultado no Mosteiro
dos Jerónimos.

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